A Volta dos Tênis Impressos em 3D: Moda, Inovação e Tecnologia
- Renato Viana

- há 3 horas
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Depois de um período onde a ideia de tênis impressos em 3D parecia mais promessa de ficção científica do que realidade de mercado, essa tecnologia está retornando com força ao universo da moda e dos calçados esportivos. O que antes enfrentou desafios como custos altos e produção lenta agora ressurge apoiado por avanços tecnológicos e pela ambição das grandes marcas de unir desempenho, design e inovação em produtos que mexem com a cultura sneaker.
Marcas consagradas como Adidas, Puma e Nike estão intensificando seus investimentos em calçados produzidos com manufatura aditiva. A Adidas foi uma das primeiras a dar o passo com modelos como o Climacool 24, um tênis slip-on com partes impressas em 3D. Logo em seguida, a Puma apresentou o 3D Mostro, uma colaboração com o artista A$AP Rocky. Ambos os lançamentos mostraram que a impressão tridimensional pode criar produtos esteticamente ousados, com potencial para agradar tanto fãs de moda quanto entusiastas de tecnologia.
Em outubro de 2025, a Nike intensificou essa tendência ao revelar o Air Max 95000, um tênis totalmente produzido com impressão 3D em parceria com a startup alemã Zellerfeld. Esse modelo recria um clássico da marca, impulsionando ainda mais a presença da tecnologia no design esportivo contemporâneo.
O retorno dos tênis impressos em 3D é resultado de uma série de evoluções no setor: impressoras mais rápidas, processos mais eficientes e materiais que conseguem equilibrar conforto e resistência. Tecnologias como a impressão com poliuretano termoplástico (TPU), já conhecida por sua elasticidade, têm sido usadas para melhorar o desempenho e a experiência de uso, superando parte dos obstáculos que limitaram a primeira geração desses produtos.
Com essa nova onda, a impressão 3D vai deixando de ser apenas um diferencial estético futurista e se aproxima cada vez mais de aplicações práticas no mercado de calçados, abrindo espaço para produtos personalizados, designs ousados e uma cadeia de produção mais próxima do consumidor.

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